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8 de fevereiro de 2023

A relevância do Open Banking na África

O CEO do nBanks, Orlando Costa, explica o que torna a África um mercado atraente para o Open Banking.

Com a consolidação da presença da nBanks em África, surge a questão: o que torna este continente um mercado atrativo para a implementação de soluções de open banking? Orlando Costa, CEO da fintech portuguesa – a primeira a chegar em território africano com este tipo de serviços – traz-nos as respostas. Descubra-as neste artigo.

“Em geral, é bastante comum que cada país africano tenha um número considerável de bancos operando localmente, e também é prática frequente que as empresas trabalhem diretamente com vários desses bancos”, explica o gerente.

A declaração de Orlando Costa esclarece, ao mesmo tempo, o quão atraente a África é para o uso do Open Banking e os ganhos concretos que essas soluções trazem. Considerando a atuação das empresas africanas com múltiplas entidades bancárias, o Open Banking auxilia os gestores dessas entidades a “otimizar os processos de pagamento, coletar informações úteis para uma melhor tomada de decisão ou criar melhores condições de negociação”, exemplifica ele.

Esses ganhos tornam-se mais evidentes se considerarmos que, além da diversidade de bancos e, consequentemente, de contas, os países africanos enfrentam “moedas diferenciadas e flutuações cambiais diárias que exigem grande rigor na gestão diária da liquidez”, enfatiza o CEO, destacando também as “fragilidades da infraestrutura tecnológica em diversas entidades bancárias”, bem como a dependência de estruturas de dados rígidas dessas instituições.

A boa notícia é que os benefícios alcançados alimentam novas vantagens, num verdadeiro efeito bola de neve com impactos positivos para bancos e empresas de todos os setores. Merece destaque a atração de mais e melhores investimentos para o mercado africano. O Open Banking, enfatiza Orlando, “é uma ferramenta que promove eficiência, agilidade, fortalece a educação financeira e, inerentemente, incentiva as empresas a se sentirem atraídas a investir localmente a partir do momento em que podem utilizar ferramentas de gestão que reduzem as barreiras logísticas e linguísticas”.

Com a implementação formal do Open Banking em outras regiões do mundo, como a América Latina, chegou a vez da África dar esse passo com o apoio dos nBanks. As condições são favoráveis. Os ganhos prometem ser ainda maiores.

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